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terça-feira, 23 de setembro de 2014

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O Pai da Numismática no Brasil.

Hermann Friederich Julius Meili nasceu em 13 de Março de 1839, em Hinwil-Hettingem, no cantão de Zurich, na Suíça. Chegou ao Brasil em 1870, foi Cônsul da Confederação Helvética na Bahia, de 1875 até 1881. Deixou o Brasil de volta a sua terra natal em 1892. Durante os anos que viveu no Brasil, conseguiu juntar uma das mais completas coleções de medalhas, moedas e notas brasileiras. Esta coleção foi o cerne para seus estudos da numismática e medalhística nacionais.

A importância de suas obras para a numismática luso-brasileira está mais do que comprovada pelos colecionadores e pesquisadores de cédulas e moedas. Os estudos de Julius Meili tornaram-se referência no meio numismático. Mais do que seu valor histórico - que já é enorme - os trabalhos de Meili representam o início da numismática nacional com propósito científico, por meio do estabelecimento de normas e técnicas de pesquisa.

Especificamente sobre o Brasil, Julius Meili divulgou seus conhecimentos em dois conjuntos de publicações. Sob o título Numismatiche sammlung von J. Meili (Coleção Numismática de Julius Meili), encontramos três livros: Die Münzen der Colonie Brasilien1645 -1822 (Zürich, 1895); Dize Münzen des Kaiserreichs Brasilien 1822 bis 1889 (Zürich, 1890); e Die auf das Kaiserreich Brasilien bezüglichen Medaillen 1822 bis 1889. Este último (As medalhas referentes ao Império do Brazil, de 1822 até 1889) foi escrito no Brasil, porém em alemão, e impresso em 1890, em Zurich, e é totalmente dedicado à medalhística, contendo imagens de medalhas comemorativas raríssimas, bem como das condecorações militares do reinado de D. Pedro I e também uma completa relação de medalhas e condecorações do Segundo Reinado.

O segundo conjunto de publicações trata-se do livro Das Brasilianische Geldwesen ou O Meio Circulante no Brasil, publicado em três volumes entre 1897 e 1905. Os dois primeiros escritos em alemão e o último em português. A obra registra, de 1645 até 1900, as moedas e cédulas conhecidas na época, com preciosas ilustrações.

Bibliografia: O meio circulante no Brasil - Parte III - A moeda fiduciária no Brasil de 1771 a 1900. Julius Meili, Edições do Senado Federal Volume 60.



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Governantes Brasileiros e a Numismática.


No livro “Casa da Moeda do Brasil” de Cleber Baptista Gonçalves, Capítulo III - Governates Brasileiros e a Numismática, consta o seguinte parágrafo e relação de Reis Portugueses ou Espanhóis, Imperadores e Presidentes do Brasil. Considero importante relacionar tais governantes pelo fato da numismática andar lado a lado com decisões políticas fazendo parte do registro da história do nosso país.
“No estudo da Numismática Brasileira, verificamos que grande número de moedas tem a efígie de alguns reis de Portugal, ou de Imperadores ou Presidentes do Brasil. Além disso, ao longo da história, vários fatos da maior importância para a nossa numismática ocorreram nas fases de Brasil-colônia, Reino-Unido, Império e República, destacadamente a instalação de oficinas de cunhagem, de Casas de Fundição e da casa da moeda. Assim para a localização desses fatos históricos, necessário se torna sejam relacionados, com seus respectivos períodos de governo, os reis portugueses ou espanhóis e os Imperadores e Presidentes do Brasil:

COROA PORTUGUESA
Dinastia de Avis ou Joanina
D. Manuel I, o Venturoso, primeiro do título Rei de Portugal e dos Algarves, d’aquém e d’além mar em África, Senhor da Guiné, da conquista, Navegação e Comércio da
Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia....................................1495 - 1521
D. Joao III, o piedoso ……………..........................….1521 - 1557
D. Sebastião, o Desejado ……….....................……...1557 - 1578
D. Henrique, o Cardeal-rei …….....................………..1578 - 1580

COROA ESPANHOLA
Dinastia Filipina (domínio da Coroa de Espanha)
Felipe II (1º de Portugal) …….........................……….1580 - 1598
Felipe III (2º de Portugal) ………........................….....1598 - 1621
Felipe IV (3º de Portugal) ……….….......................….1621 - 1640

COROA PORTUGUESA
Dinastia Bragantina (reconquista da independência de Portugal)
D. João IV, o Restaurador …………...................……..1640 - 1656
D. Afonso VI, o Vitorioso ………...…..................……..1656 - 1667
D. Pedro II, o Pacífico …………....…..….....................1667 - 1706
D. João V, Magnânimo …………..….................……...1706 - 1750
D. José I, o Reformador …………........................…...1750 - 1777
D. Maria I, a Piedosa ……………....….................…....1777 - 1797
D. João VI, o Clemente (herdeiro da Coroa)...............1797 - 1799
D. João VI, o Clemente (Príncipe Regente)................1799 - 1822

IMPÉRIO DO BRASIL
D. Pedro I ………………………….......................…….1822 - 1831
Período de Regência ………………...................….....1831 - 1840
D. Pedro II …………………….....................................1840 - 1889

REPÚBLICA DO BRASIL
Manuel Deodoro da Fonseca ………….................….1889 - 1891
Floriano Vieira Peixoto ………………....................….1891 - 1894
Prudente José de Morais Barros ……...................….1894 - 1898
Manuel Ferraz de Campos Sales ……..............….....1898 - 1902
Francisco de Paula Rodrigues Alves ….................…1902 - 1906
Afonso Augusto Moreira Pena ………....................…1906 - 1909
Nilo Procópio Peçanha …………….................……...1909 - 1910
Hermes Rodrigues da Fonseca ……….................….1910 - 1914
Wenceslau Braz Pereira Gomes ………....................1914 - 1918
Delfim Moreira da Costa Ribeiro ……................…....1918 - 1919
Epitácio da Silva Pessoa …………............................1919 - 1922
Artur da Silva Bernardes …………...................…......1922 - 1926
Washington Luis Pereira de Sousa …................…....1926 - 1930
Getúlio Dornelles Vargas …………….........................1930 - 1945
José Linhares ……………………….....................…...1945 - 1946
Eurico Gaspar Dutra ……………...................…….….1946 - 1951
Getúlio Dornelles Vargas ………...................…...…...1951 - 1954
João Café Filho …………………........................…….1954 - 1955
Carlos Coimbra da Luz ………...................................1955
Nereu de Oliveira Ramos ………….................…....…1955 - 1956
Juscelino Kubitschek de Oliveira …................….…...1956 - 1961
Jânio da Sliva Quadros ……………......................…..1961
João Belquior Marques Goulart …................……......1961 - 1964
Paschoal Ranieri Mazzilli ……………....................….1964
Humberto de Alencar Castello Branco ......................1964 - 1967
Arthur da Costa e Silva ………………...................….1967 - 1969
Emílio Garrastazu Medici …………….................…....1969 - 1974
Ernesto Geisel ………………………...................…....1974 - 1979
João Baptista de Oliveira Figueiredo …................….1979 - XXXX“

obs: o livro só registra até 1979 devido a data em que foi escrito. O restante dos Governantes serão acrescentados em breve.

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O estado de conservação de uma cédula.


Saber classificar o estado de conservação de uma cédula é o principal requisito que um colecionador precisa ter para unir seu hobby à um investimento de sucesso! É um aprendizado que amadurece com o tempo, conforme peças são adquiridas e analisadas.

Estados de Conservação 

FLOR DE ESTAMPA – FE:

Uma cédula perfeitamente preservada. O papel é limpo, firme e sem descoloração. Os cantos são agudos e no esquadro. Não há vestígios de dobras ou marcas de manuseio descuidado. Equivale ao “Uncirculated” (UNC).


SOBERBA – S:

Uma cédula com pequenos sinais de manuseio. Pode ter no máximo três pequenas marcas ou um sinal de dobra. O papel é limpo e firme, com o brilho original. Os cantos podem apresentar pequenos sinais de uso. Equivale ao “Extremely Fine” (EF).


MUITO BEM CONSERVADA – MBC:

Uma cédula com alguns sinais de manuseio e uso. Podem ter diversas marcas de dobra verticais e horizontais. O papel pode ter um mínimo de sujeira e manchas na cor, mantendo relativa rigidez. Não deve ter cortes ou rasgos na margem, embora possa mostrar sinais de uso. Os cantos também podem mostrar sinais de circulação, porém não devem ser totalmente arredondados. Equivale ao “Very Fine” (VF).


BEM CONSERVADA – BC:

Uma cédula consideravelmente circulada, com muitas dobras e rugas. O papel pode estar amolecido e as margens podem apresentar pequenas faltas decorrentes do uso, porém não se admite rasgos nas dobras centrais devido ao excesso de uso. As cores são visíveis porém não brilhantes. Furos de grampeador podem ser tolerados. Equivale ao “Fine” (F).


REGULAR – R:

Uma cédula muito pesadamente manipulada, com danos normais devido a prolongada circulação. Podem incluir muitas dobras, rasgos, manchas, furos, inscrições, cantos arredondados e uma aparência geral não muito atrativa. Não devem ter grandes rasgos e a maior parte da nota deve ser identificada. Equivalente ao “Good” (G).


UM TANTO GASTA – UTG:

Uma cédula totalmente flácida, muito pesadamente e mal utilizada. Com grandes rasgos ou pedaços faltantes, além de dobras, manchas, furos e cantos perdidos. Não devem ser colecionadas, a não ser no caso de peças muito raras. Equivale ao “Poor” (P).


Estado de conservacão intermediários:
 São admitidos estados de conservação intermediários, que possam caracterizar com clareza a verdadeira conservação da cédula, para exemplificar, veja a tabela a seguir:

FE=UNC   

S/FE=AU   

S=EF    

MBC/S=VF/EF   

MBC=VF   

BC/MBC=VG/VF   

BC=VG   

BC/R=G/VG   

R=G   

UTG=P


Bibliografia:  

• Catálogo de Cédulas do Brasil, 2013, 6ª edição, Irlei S. Neves, Claudio Amato e Julio E. Schütz.



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Numimática um investimento enriquecedor.


O dinheiro é uma das mais antigas “invenções” da humanidade. A partir do momento em que as sociedades perceberam que era muito mais prático ter um elemento mediador para as transações comerciais, do que realizar o escambo (troca direta de mercadorias), estava iniciado o processo de construção de um meio monetário, representado hoje pela moeda e papel-moeda. Sal (origem da palavra “salário”), gado (em latim, pecunia), conchas e outros objetos foram inicialmente utilizados para este fim, depois substituídos pelos metais (ouro, prata, cobre, bronze) e pedras preciosas, até chegarmos na moeda metálica.


A primeira emissão oficial de moeda por um Estado, o electrum-stater,  ocorreu no reinado do imperador Croesius, da Lídia (atual Turquia) há mais de 2.500 anos. Já o papel-moeda teria seu uso oficial no Ocidente iniciado em 1660, pelo Banco da Suécia, em Estocolmo. Mas antes disso, os chineses fizeram alguns experimentos com impressões em papel, em 1189. Nas Américas, os Estados Unidos iniciaram a impressão em 1690. As primeiras moedas cunhadas em solo brasileiro foram realizadas pelos holandeses, durante a invasão a Pernambuco, em 1645, as chamadas obsidionais.

Com a circulação do dinheiro na Europa, viria a surgir a usura, como era intitulado o empréstimo a juros, prática que foi condenável desde Aristóteles até a Idade Média, por ser uma forma de ganho sem o “suor do teu rosto”, conforme ordena a Bíblia. Com o passar do tempo surgiriam as diversas formas de investimentos, sejam em metais (ouro e prata), pedras preciosas, outras moedas fortes (dólar, euro) commodities (mercadorias), ações, certificados de instituições públicas ou privadas até a nossa popular caderneta de poupança.


Atualmente as possibilidades de investimentos são muito amplas e os especialistas até recomendam que aqueles que possuem um maior volume de capital, diversifiquem, aplicando em diferentes “carteiras”.


Mas, existem formas de investimento menos populares, mas que vêm obtendo um significativo crescimento, inclusive no Brasil, como os mercados de Artes Plásticas, Antiguidades e Numismática. Uma rápida pesquisa na internet nos mostra que as telas mais caras de grandes artistas (Klimt, Pablo Picasso, Van Gogh, Renoir, etc) foram comercializadas entre 53 e 135 milhões de dólares. Grandes empresas, como a britânica Sotheby’s, que tem escritórios em vários países, leiloa milhões de libras esterlinas em objetos, anualmente. Um programa televisivo de comércio de antiguidades recentemente mostrou um par de raras cédulas de dólar que valem US$ 1 milhão!  É sobre este tipo de investimento que queremos tratar neste artigo.


O termo “numismática” originalmente se aplicava apenas à ciência que estuda as cédulas, moedas e medalhas, pelo seu caráter histórico. Hoje, a expressão numismata também se aplica àquele que as coleciona.  No Brasil, a quantidade de numismatas vem crescendo a cada ano, pois além de ser um hobby muito prazeroso, é também rentável.


Poucas pessoas sabem que a cédula brasileira mais cara ultrapassa os 60 mil reais; que a cédula de 50 reais assinada por Pérsio Árida (1994), em perfeito estado, vale mais de 3.000 reais e que existem moedas, como a chamada Peça da Coroação, da qual foram cunhadas apenas 64 unidades, a pedido de D. Pedro I (1822), que custa mais de 400.000 reais!


Apenas para termos uma ideia, em um período de dois anos, o mais utilizado dos catálogos de cédulas brasileiras aponta uma valorização média de 30% nas cédulas nele constantes. Quando se trata das moedas de ouro e prata, então, a valorização pode ser ainda maior, pois além da raridade da moeda existe um outro fator, que é a variação do preço do metal.


As alternativas da numismática são diversas, a depender da preferência do colecionador/investidor: as cédulas e moedas podem ser classificadas de diversas formas: valor nominal, preço, território (nacionais ou estrangeiras), metal (ouro, prata, bronze, cobre, etc.), período (século XX, XIX), governo, etc. Outra grande vantagem da numismática é que cada colecionador estabelece seu próprio patamar de investimento, dentro das suas condições financeiras, escolhendo peças de menor ou maior raridade.


Mas, como em qualquer outro “negócio” é fundamental possuir conhecimentos básicos sobre o assunto. Existe uma farta bibliografia sobre o tema, mas vamos dar algumas dicas para quem deseja começar:

1. Defina exatamente o que deseja colecionar. Se abrir muitas possibilidades, você não se concentrará em nenhuma.

2. O valor de uma cédula ou moeda é definido por sua raridade, e não apenas pela antiguidade. Cédulas e moedas mais recentes podem valer mais que uma antiga, se foi produzida em menor quantidade.

3. Conheça a reputação de quem vai lhe vender cédulas ou moedas. Como nas outras áreas de antiguidades, existem muitas réplicas e falsificações.

4. Aprenda a diferenciar exatamente o estado de conservação do que está colecionando. Os quatro termos mais utilizados são: bem conservada (BC), muito bem conservada (MBC), soberba (SOB) e flor de estampa ou flor de cunho (FE e FC, para cédulas e moedas, respectivamente).

5. Adquira um bom catálogo para ter uma referência do valor pelo qual está comercializando.

6. Não existem lucros rápidos e fáceis nesta área. Todos os investimentos só têm retorno no médio ou longo prazo. Quanto maior o número de colecionadores, maior será a demanda. Sendo a oferta, limitada, a tendência é de valorização crescente.

7. Não tenha pressa. É muito mais prazeroso e lucrativo ir completando uma coleção gradativamente, que comprá-la pronta.

8. Acondicione as cédulas e moedas em álbuns próprios para tal fim, garantindo que não haverá nenhuma deteriorização das mesmas com o passar do tempo.

9. É sempre interessante procurar a “história” por trás da cédula ou da moeda. Ser numismata é ampliar conhecimentos sobre História, Economia e Geografia, enriquecendo sua cultura tanto quanto seu bolso.



Fontes: 
Mudd, Douglas. ALL THE MONEY IN THE WORLD. New York: Smithsonian Institution, 2006.

Spinola, Noenio.  DINHEIRO, DEUSES & PODER. São Paulo: Civilização Brasileira, 2011.


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Limpeza de Moedas.

Na maioria dos casos não recomendamos a limpeza de moedas e sim a conservação delas. Mas como o assunto sempre vem à tona, pesquisamos através dos “Estudos da Associação Numismática de Portugal”, na publicação de 2002 com o título: “Noções sobre limpeza, conservação e guarda de moedas e papel moeda.”, e no "Catálogo das Moedas Brasileiras", 3ª Edição (1981), de Kurt Prober, para retransmitir o conhecimento.


Neste texto iremos descrever algumas noções básicas sobre o assunto.
Lembramos que cada numismata tem sua maneira para limpar uma moeda.


A limpeza é um processo que deve ser feito com cautela, porque se mal feita, pode deteriorar uma moeda e nunca melhorará o seu grau de conservação, dando razão à expressão corrente que “muito boas moedas foram arruinadas e não melhoradas, pela limpeza e conservação”. Por tanto é melhor não mexer do que danificar o material. O estado de conservação é o que realmente a valoriza uma moeda. 


Procure manusear as moedas com as mãos bem limpas pois os resíduos podem oxidar o metal com o tempo. Evite o contato direto com o disco, segurando sempre pelas bordas.

 Limpeza de moedas

Dica:

O método de limpeza apropriado para cada moeda depende do metal ou liga que é feita.

Ao iniciar a limpeza de moedas pratique com peças de menor valor e repetidas. Obtido o resultado desejado, pode-se trabalhar com maior segurança.

Moedas de Ouro

1º Passo - Lavar em água morna com sabão neutro, usando as pontas dos dedos e enxaguando na sequência generosamente com água corrente. Secar sem usar panos ou algodão que podem ter impurezas que riscam o ouro, metal nobre e o mais sensível de todos. Usar papel absorvente macio. Para remover a sujeira das partes mais difíceis pode-se usar a ponta humedecida de um palito de madeira.

Ouro com pequenas oxidações, mergulhá-lo em solução de água morna com sabão neutro o tempo que for necessário e em seguida prosseguir com o primeiro passo.

Moedas de Prata

1º Passo - Lavar em água morna com sabão neutro, usando as pontas dos dedos e enxaguando na sequência generosamente com água corrente. Secar sem usar panos ou algodão que podem ter impurezas que riscam o metal. Usar papel absorvente macio.
Para remover a sujeira das partes mais difíceis pode-se usar a ponta humedecida de um palito de madeira.

Importante: Evite usar detergentes e produtos de limpeza próprios para pratas, pois a superfície da moeda ficará com um brilho artificial, que a desvaloriza fortemente.

Não é aconselhável a limpeza das moedas de prata com uma borracha, já que o enxofre da borracha pode manchar a moeda e o atrito entre a borracha e a superfície metálica desenvolve intenso calor, acelerando a sua oxidação.

Para as sujeiras mais fortes ou oxidações, limpam-se as moedas de prata submergindo-as num recipiente com uma solução de ácido cítrico (suco de limão), no tempo que for necessário. Depois, lavar generosamente com água 
e sabão neutro e secar. Se possível coloque-as por 15 minutos ao sol.

Moedas de Cupro-Níquel e Alpaca

Inicie a limpeza seguindo o 1º Passo da prata e utilize uma pequena porção de pasta de dentes, limpando a moeda entre as pontas dos dedos ou usando uma escova de pelos macios ou de latão. Evite o uso de amoníaco, álcool ou detergentes e ainda a limpeza com borracha, pois a moeda oxidará rapidamente, tomando uma tonalidade avermelhada. Para o caso de sujeiras mais fortes, deixá-la submersa em um recipiente com uma solução adequada de ácido cítrico e em seguida siga para o 1º Passo da prata.

Moedas de Cobre, Bronze e Latão

Devemos tomar cuidado em utilizar o método de limpeza com água para estes metais pois existem, por exemplo, algumas moedas de cobre muito esponjosas (especialmente as coloniais), que chupam qualquer solução aquosa e por mais que se lave ou seque a moeda, ela começa a oxidar novamente dentro dos poros existentes.

LIMPEZA A SÊCO:
Escove as peças com a escova de latão (não usar a mesma escova que foi utilizada nas moedas com limpeza úmida), sempre escovando o menos possível pois é só para tirar a sujeira e não para trazer um brilho na peça.
Uma vez limpa a moeda, escove com grafite em pó utilizando uma escova de dentes para fixar o grafite e limpar eventuais resíduos de lixo. Além de dar um aspecto uniforme ao metal o grafite tampa as porosidades da moeda ajudando na prevenção de uma oxidação futura.

Moedas com verdete procurar o auxilio de um perito.

Moedas de Ferro  

Não é aconselhável limpar uma moeda de ferro. Um erro grave seria lavá-la em água, quando muito, pode-se escovar ligeiramente sem a pretensão de restituir o brilho original ou de retirar a camada superficial oxidada (ferrugem). No caso do ferro, a oxidação na superfície raramente é uniforme, observando-se zonas ou pontos de corrosão mais profundos que não são possíveis de retirar completamente.


Uma moeda de ferro limpa apresenta-se geralmente com pequenas manchas de ferrugem. Submergindo-a em óleo neutro, a moeda de ferro fica mais apresentável, removendo com as pontas dos dedos as impurezas ou ferrugem. Usar em seguida o secador de cabelo ligeiramente quente e finalmente com papel absorvente ou toalha macia secá-las para poderem ser guardadas.

Moedas de outros metais

As moedas de Zinco, Alumínio, Estanho e outros metais, NÃO DEVEM SER LIMPAS.

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O estado de conservação de uma moeda.

Saber classificar o estado de conservação de uma moeda é o principal requisito que um colecionador precisa ter para unir seu hobby à um investimento de sucesso! É um aprendizado que amadurece com o tempo, conforme peças são adquiridas e analisadas.  

Estados de Conservação 

FLOR DE CUNHO (FC):
Flor de Cunho (GC) | Brasil Moedas

Sem apresentar o menor sinal de desgaste ou manuseio, deve ter no campo o brilho original da cunhagem. Sua orla deve ser perfeitamente cilíndrica, sem apresentar mossas ou cerceamento. Todos os detalhes da cunhagem, mesmo os mais salientes, tem de apresentar sua aparência original. Não pode haver, sob nenhuma circunstância, sinais de limpeza física ou química da moeda.

SOBERBA (S):
Soberba (S) | Brasil Moedas

Deve apresentar aproximadamente 90% dos detalhes da cunhagem original. Deve ter no seu campo, algum brilho da cunhagem e sua orla admite uma pequena imperfeição (menos de 10%) da sua aparência original, proveniente de um pequeno desgate, ou pequeno sinal de manuseio. Admite-se sinais de uma limpeza, que não ocasione no seu campo, riscos ou manchas.

MUITO BEM CONSERVADA (MBC):
Muito Bem Conservada (MBC) | Brasil Moedas

Deve apresentar aproximadamente 70% dos detalhes da cunhagem original, porém seu nível de desgaste deve ser homogêneo. Sua orla admite uma média imperfeição (menos de 20%) da sua aparência original, proveniente de um desgaste médio, ou um médio sinal de manuseio. Admite-se sinais de uma limpeza, mesmo que ocasione no seu campo, pequenos vestígios de riscos ou manchas. Seu aspecto geral deve ser agradável e de fácil identificação.

BEM CONSERVADA (BC):
Bem Conservada (BC) | Brasil Moedas

Os detalhes da cunhagem original devem aparecer em aproximadamente 50%, admitindo-se que alguns detalhes estejam mais aparentes em determinados setores da moeda do que em outros, principalmente nos detalhes altos da cunhagem, letras e números. A legenda e a data da moeda devem ser visíveis a olho nú, sem se ocorrer a utilização da lente. A orla pode estar imperfeita em até 30% da sua aparência original.

REGULAR (R):
Regular (R) | Brasil Moedas

Deve apresentar um mínimo de 25% dos detalhes da cunhagem original, com distribuição irregular dos sinais de forte manuseio sobre o campo da moeda e de sua orla. A legenda e a data da moeda devem ser observadas com o auxilio de uma lente.


UM TANTO GASTA (UTG):
Um Tanto Gasta (UTG) | Brasil Moedas

Apresenta somente a silhueta da figura principal, e as letras da periferia, quando existirem, quase sendo engolidas pela orla desgastada. Não são colecionáveis, a não ser em casos de moedas extremamente raras.

Obs: quando comparada ao padrão internacional de estados de conservação, nossas letras referentes a cada estado da moeda acompanham as seguintes letras em inglês:

FC=UNC   

S/FC=AU   

S=EFouXF   

MBC/S=VF/EF   

MBC=VF   

BC/MBC=F/VF 

BC=F   

R/BC=VG   

R=G   

UTG=POOR


Bibliografia: 

• Catálogo da Moedas Brasileiras, 1981, 3ª edição, Kurt Prober

• Livro das moedas do Brasil, 2012, 13ª edição, Irlei Neves, Claudio Amato e Arnaldo Russo

• Moedas Brasileiras Catálogo Oficial, 2014, 2ª edição - 1500 à 2014, Rodrigo Maldonado.


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Dois tipos de investimentos em moedas.

Um é investir em moedas de peso, ou seja; as que tem somente o valor do metal (ouro, platina ou prata). Esses metais são considerados commodities no mercado financeiro, e o ouro, a platina e a prata tem um histórico de valorização sempre favoráveis a médio e longo prazo. Independente de ser compradas por peso, preze sempre por escolher moedas em melhor estado de conservação.

Outro é investir em moedas de valor de coleção, ou seja; quando o valor da moeda é maior do que seu valor intrínseco, seja ele facial ou do metal em que foi cunhado.

Como o investimento em moedas e cédulas de coleção pode ser rentável?
O colecionismo de moedas e cédulas antigas não é diretamente influenciado pela instabilidade do mercado financeiro.

Liquidez: você pode vender sua coleção tanto para um comerciante de sua confiança, como em leilões especializados, com certa facilidade. Diferente da maioria dos hobbies e coleções, o investimento em numismática costuma ser mais rentável.

No site do Itaú Cultural na parte de numismática, podemos observar a seguinte frase:

 “Ciência documental e testemunho histórico por um lado, lazer cultural e colecionismo por outro, a numismática é também investimento e reserva de valor quando observada pelo seu lado mais comercial, distinguindo-se, entretanto, de outros investimentos em arte e cultura por sua liquidez privilegiada.”

Como iniciar uma coleção se eu conheço pouco sobre o assunto?
Comece dedicando tempo em pesquisa numismática para que seu conhecimento o ajude na hora de tomar decisões. É importante lembrar que uma coleção não pode ser montada em um período curto. Paciência e discernimento são necessários. 

Manutenção: o custo de manutenção de moedas e cédulas antigas é praticamente zero. No caso das moedas você deve basicamente mantê-las em envelopes de papel, capsulas e envelopes de poliéster, próprios para este fim e em lugar seco. Existem também gaveteiros forrados de tecido específico para o armazenamento. Quanto as cédulas, mantê-las em envelopes de poliéster, individualmente, próprios para este fim. Podemos também armazenar em envelopes plásticos, pois os de poliéster são difíceis de encontrar no mercado, que tenham uma cartolina por dentro junto com a cédula para ajudar a reter uma possível umidade. É importante você apreciar sua coleção uma vez por mês para que ela não acumule umidade e venha a oxidar as moedas e manchar as cédulas.

Vantagem: Moedas e Cédulas são de fácil armazenamento e não ocupam muito espaço.

Estado de conservação: Importante também é saber que há uma grande diferença entre uma moeda FC (flor de cunho) e a mesma moeda MBC (muito bem conservada). O preço da MBC cai bruscamente em relação a FC, porque para uma peça ter atravessado séculos sem um arranhão, merece o aumento do seu valor. O mesmo se aplica para cédulas. Uma cédula sem nehuma dobra ou mancha, ou seja, FE (flor de estampa), merece o aumento de seu valor.

Da mesma forma que você pode fazer uma coleção com peças MBC que vale X, você pode fazer uma coleção FC ou FE (que é muito dificil de ser feita) que vale XXX ou mais. Depende do seu gosto, ou do que cabe no seu bolso.


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